Quem já acompanha a gente a mais tempo, já sabe que somos super fãs dos Ted Talks.

Já postamos aqui alguns deles, todos sobre cães, claro. 😊

Hoje decidimos trazer uma nova dica de vídeo para você que não perde a oportunidade de aprender mais (e com base científica) sobre nossos melhores amigos.

No Ted Talk: Como os cachorros nos amam? Com Gregory Berns aprendemos um pouco mais sobre o cérebro dos cães e o que eles pensam sobre nós – sem antropomorfização.

Quem já se pegou pensando nisso?
O estudo decidiu ir mais a fundo e compreender o que os cães pensam, através do uso da ressonância magnética.

Antes de submeter os cães a esse procedimento, os estudiosos e voluntários passaram meses treinando os cães, com o método positivo – é óbvio (estamos falando de ciência, né meu povo) com clicker training e muito R+, para que eles passassem por todo procedimento de forma tranquila e pacífico.

Após os cães já estarem confortáveis, começaram o estudo com uma experiência simples, utilizando como guia o condicionamento clássico de Pavlov para ver se funcionava.

Nessa etapa, ensinaram 2 sinais para os cães: um gesto significava “com hot dog” outro gesto “sem hot dog”, ou seja, após apresentar um deles, eles receberiam uma recompensa (hot dog), no outro caso, não receberiam nada.

 

Caso funcionasse eles conseguiriam observar sinais de atividades no sistema de recompensa do cérebro quando fizessem o sinal de “com” e não observariam essa atividade no outro caso. E foi exatamente isso que aconteceu.

Depois do primeiro experimento, de fato conseguiram observar a zona de recompensa acesa quando os cães entendiam que teriam o cachorro-quente como recompensa.

Eles até brincam na palestra: “ok, agora descobrimos que os cães gostam de cachorro quente rs.” Mas esse foi apenas o primeiro passo do estudo.

Após estabelecer esse check, eles fizeram diversos tipos de experimento: para descobrir mais sobre o olfato, sobre o sistema canino de odor, como identificam pessoas diferentes e outros cães através do olfato.

Uma das coisas bacanas que eles descobriram é que o sistema de recompensa (a mesma parte do cérebro) dos cães se acende quando sentem um cheiro de uma pessoa familiar, mesmo que a pessoa não esteja fisicamente presente. Isso mostra que os cães têm representação para nós/ para nossas identidades, que persistem mesmo quando não estamos com eles.

 

Então quando perguntam para ele se os cães sentem falta de seus tutores, ele diz que sim, que evidências científicas indicam que eles lembram de seus humanos e isso é ligado ao sistema de resposta a recompensa.

Bacana, né?

 

O estudo hoje está ganhando diversas proporções e, inclusive, iniciando uma parceria com instituicões que treinam e formam cães de assistência, para que possam utilizar a ressonância já em fase inicial para identificar quem serão os potenciais indivíduos cães que devem seguir no programa.

Achamos muito legal o vídeo. É tão bacana a gente acompanhar os progressos que a ciência faz, ainda mais em um tema e com um “objeto de estudo” tão importante para nós: os cães <3

Quem quiser ver o vídeo completo, vale a pena, é só acessar esse link: https://www.ted.com/talks/gregory_berns_what_emotions_look_like_in_a_dog_s_brain/transcript?language=pt-br

 

Gostaram?

Beijos!

Todas as imagens foram prints do vídeo. Fonte: TED.

 

 

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